sexta-feira, 23 de abril de 2010

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Suponho que a infiabilidade do sistema não nos permite obter resultados seguros da nossa pequena loucura. Ainda, e se me permites, digo-te que somos loucos e nessa loucura classificada como clarividente, existe sempre a hipótese de seguir a tendência ou, numa pequena regressão audaz, aproximar os pontos de forma não linear.
Desafia o risco, promove a consequência, conhece-te.
Beneficia da tua causa e mesmo que não a tenhas, não ponhas em causa a tua existência.
Regista, regista-te, regista o momento, enuncia-o, fica na história, tem uma história para contar!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Foi o tempo de ir e voltar

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Foi o tempo de ir e voltar.
Foi só o tempo de ir e voltar. Um vou ali e já venho, um volto já na porta da tasca do velho carrasco.
Foi o tempo de ir e voltar. Vai! Vai e não voltes.
Foi o tempo de ir e voltar. Vamos falar! Foi o tempo que separou o tal amor?
Foi o tempo de ir e voltar. A decisão está tomada, o tempo encarrega-se do resto.
Foi o tempo de ir e voltar. Sente o tempo! Sente o tempo a passar por ti. Consegues sentir?
Foi o tempo de ir e voltar. Foi tempo de querer o tempo igual.
O tempo não volta. O tempo já não volta. Não te escondas na revolta, que o tempo não volta igual. Nós somos o tempo, aquele que nos faz, somos dois, mas no tempo do nosso amor, o tempo já não tem par.
Parar.
Recuar.
Hesitar.
O tempo já não nos vai tomar.
(Ou talvez um dia, o tempo nos tome por loucos!)
Avançar.
Inovar.
Amar.
Foi o tempo de ir e voltar. Foi só o tempo de ir e voltar, num instante, num vai e vem ondular. Foi o tempo de ir e nunca mais voltar.