sábado, 19 de abril de 2008

Prefácio

"O artista é o criador das coisas belas.
Revelar a arte e esconder o artista é o fim da arte.
O crítico é aquele que pode traduzir, de outra maneira ou num novo material, a sua impressão sobre as coisas belas.´
A mais elevada., assim como a mais baixa, forma de crítica é uma espécie de autobiografia.
Os que encontram belas intenções nas coisas belas são os cultos. A esses falta-lhes a esperança.
Existem também os eleitos para quem as coisas belas significam simplesmente beleza.
Um livro nunca é moral ou imoral. Está bem ou mal escrito. E é tudo.
A aversão do século dezanove pelo Realismo é a raiva de Caliban ao ver a sua própria cara no espelho.
A aversão do século dezanove pelo Romantismo é a raiva de Caliban ao ver a sua própria cara no espelho.
A vida moral do homem é, em grande parte, a temática o artista. Mas a moralidade da arte consiste no perfeito uso de um meio imperfeito. Nenhum artista deseja provar alguma coisa. Mas nem as coisas certas podem ser provadas.
Nenhum artista tem simpatias éticas. Num artista a simpatia ética constitui uma imperdoável adulteração de estilo.
O artista nunca é maldoso. O artista pode expressar tudo.
Vício e virtude são para o artista materiais de uma arte.
Do ponto de vista formal, o modelo de todas as artes é a arte do músico. Do ponto de vista sentimental, é o trabalho de uma actor.
Toda a arte é, à vez, superfície e símbolo.
Os que quiserem compreender o símbolo, também correm os seus riscos.
É ao espectador, e não à vida, que cabe realmente reflectir sobre a arte.
A diversidade de opiniões sobre uma obra de arte demonstra que a obra é nova, completa e vital. Quando os críticos discordam, o artista está de acordo consigo mesmo.
Podemos perdoar um homem por ter feito uma coisa útil, sempre que não a admire. A única desculpa que tem em fazer uma coisa útil é que haja alguém que a admire intensamente.
Toda a arte é completamente inútil."

Oscar Wilde


Referência: Wilde O (1997). O retrato de Dorian Grey. EDICLUBE, pp. 5 e 6.


Acredita que gostei!! :)

domingo, 13 de abril de 2008

Storm... in the morning light

ROADS by Portishead:
Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

Storm.. in the morning light
I feel
No more can I say
Frozen to myself

I got nobody on my side
And surely that ain't right
And surely that ain't right

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong


E como não consigo por aqui o video, ficam com o link!! :) http://www.youtube.com/watch?v=tDzwJieSxe0

terça-feira, 8 de abril de 2008

As grandes lentes

Às vezes sinto que a vida é estranha, talvez no fundo todos usamos umas grandes lentes graduadas que nos permitem ver com nitidez o que nos rodeia! Mas se todos usamos grandes lentes, porque tenho que usar óculos enquanto escrevo estas palavras sem sentido? Ou será que ao longo do tempo nem as grandes lentes nos deixam fugir ao sentido lúcido e sem graça da vida?
Nos últimos dias digamos que focar não é coisa que consiga fazer com facilidade... Tenho pensado bastante no sentido que damos a ser nós próprios, e no tempo que desperdiçamos a fazer, dizer ou mesmo pensar coisas inúteis ou a tentar desfocar aquilo que por natureza é nítido!
Talvez seja essa a nossa razão de viver ou o intuito de morrer...