sábado, 22 de agosto de 2009

A sétima inspiradela

Cada qual com a sua morada. Diz-me a tua morada. Se quiseres podes escreve-la no cantinho deste guardanapo que ainda guarda as memórias degustadas da minha ceia. Não tenhas medo.

Mãe, que guardas ai? Consegui espreitar o fundo da bolsa que carregas e vi os meus sonhos recalcados ou desfeitos, aqueles que de certa forma eram os teus. Estavam bem arrumados. Deixa-me vê-los. Deixa-me matar saudades dos tempos em que ainda conseguia vislumbrar a vivacidade do mundo, aquela que criei, para mim, aquela que ainda hoje me acompanha nas noite de sonhos perturbados. Não me deixes ter medo.

Chamemos as coisas pelos nomes! Como te chamas? Posso rebaptizar-te? O nome que trazes gravado ou não gosto ou tenho medo. O meu? ... Tu sabes!

Foi ao sétimo dia...

2 comentários:

Vicente Roskopt disse...

Gosto muito do que escreve menina=)
posso convidá-la para um café? Para colocarmos a prosa em dia ou se não for muito incómodo, fazer talvez, um pouco de poesia.

StormInTheMorningLight disse...

Caríssimo Sr., devo dizer-lhe que por vezes tem a capacidade de se tornar insistente e inoportuno. Sabe, é que nem sempre a ousadia é um bom remédio ou se quiser, solução para aqueles, e passo a (quase) cita-lo, males do coração!

Mas isto são só conversas, quanto ao cafezinho, ficará para outros momentos, mas se quiser, em prosa ou verso podemos fazer outras histórias.

Um bem haja!