segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A Quarta Inspiradela


Não recordo bem em que dia decidi que não mais iria tentar compreender porque temos a destreza de complicar, adiar e até esconder aquilo que como alguém disse, "comanda a vida". Um dia estamos bem, no noutro nem por isso. Um dia queremos, no outro fugimos . Um dia pensamos, no outro já nem nos lembramos. Um dia acordamos e já não temos. Uma relação particular entre bem me quer mal me quer em conflito interior.

Talvez não recorde porque inspirar, tem sido sinónimo de sufocar...

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Tenho saudades do Inverno, dos dias de bruma, do céu nublado, do cheirinho a terra molhada, do sabor da chuva e do mar revolto, de sentir a cara gelada e de não sentir o nariz, respirar e ver o calor que brota de dentro do meu corpo, aproveitar e aquecer as mãos na boca, de beber chá na praia enquanto tento entender o mar, de ter conversas que não levam a lado nenhum, de flutuar...

3 comentários:

Anónimo disse...

Realmente é estranho como muitas vezes jogamos à apanha com a nossa felicidade e sempre que pensamos que ela está ali e a vamos apanhar ela tem o poder de nos fugir... provavelmente este processo de complicar o que nos parece à partida simples pode não ter a haver pelo facto de não se querer mas pura e simplesmente por não se puder...
De qualquer das maneiras há sempre o mar e o vento (revolto e frio de preferência), o cheiro a terra molhada e tantos outros elementos que ao inspirá-los, saboreá-los, nos fazem e mantêm vivos...

Lucius disse...

O teu blogue é dos melhores que tenho visto na net.

Luis disse...

deves estar a esquecer-te que sofres de frieiras... :)